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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Tem que ser Agora!

É hora de se escrever uma nova História
É hora de se esquecer daquela velha Estória
A rua pede um novo olhar
É hora de se pensar

A rua cheira à História
O governo de única face
A não quer pela sua glória

Na nossa paralisia
A TV cria
Na nossa paralisia
A TV “te” recria

O Estado continua domar
Você aí na poltrona a continuar
Na revolta que vem
À tona

O Estado continua Estória
E o povo destrói
E o povo constrói
É hora de se escrever uma nova História

É hora de se esquecer daquela velha Estória
Quando Tudo Vira Cinza

Às vezes a sociedade cisma
E joga tudo pro alto
O circo, o palco, o nariz de palhaço!

Almas se expõem
em busca de ideologias
Numa fascista democracia

Os revoltados ficam de luto
Por cada Amarildo
O capitalismo entra em curto

Cada Amarildo, um coctel molotov
Tacado na cara do Sistema
Black blocs, Anarquistas, Comunistas…
Botam a cara,sorriem
E viram as costas pro Capitalismo
O Sistema que pisa diariamente em nossos ideais



Povoado

Não terá nome
Não terá tema
Não terá lema

Em um estado
No fim da tarde
Enorme roda

O ideal em mente
Cidadãos em voga
Povoado à frente

Reluzentes almas
Pessoas mais calmas
Em autossustento
Ninguém ao relento

Toda liberdade
Na avançada cidade
Cidade de sonhos

Um lugar sem nome
Que não terá tema
E nem terá um lema

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

No Capitalismo o artista é um atentado contra o Sistema. Um homem-bomba. Explode a qualquer momento. No lugar errado e na hora certa.
Noite de Manifestação com Dois Camaradas

E na minha memória vejo flashes
De um dia noite revolucionário
Um rosto ferido à bala de borracha
( Me parecia que ainda alojada)
Na memória flashes de correrias
Revejo a mim e mais dois camaradas:
-Calma, sem correr…Não corre ,é pior!
Dizíamos aos outros que corriam
Lembro meus olhos e garganta ardendo
Eu perdido com gás lacrimogênio
Eu tenho flashes do mundo acabando
Lá na Avenida Presidente Vargas

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Lutar

Professor é pra lecionar
Funcionário é pra funcionar
Servente fazer serventia
O cozinheiro alimentar
Policial é pra os calar

Professor como cozinheiro
Precisa de tempo ao preparo
Senão assim como com a comida
A aula não será bem digerida
Mas a polícia vai vigiar

Pro funcionário funcionar
E o servente poder servir
Precisam de ter liberdade
Mas a polícia tenta cortar

Para o policial matar
Seu superior dará a ordem
Fado que se repetirá
Se não desmilitarizarem
O ideal então é unificar
Porque a polícia é para matar

Os explorados já têm planos
E conquistarão coisas básicas
Verdades vão ser atiradas
Causando expressivos danos
O Sistema não será o mesmo

Lutemos para conquistar
Oportuno é este momento
E adequadas serão as vitórias

Não terá polícia militar
Peguei de vez gosto de poesia
O fogo de curto-circuito mágico...
...De fio desencapado trágico

Eu passei a “ver” de vez essa energia