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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Reflexões

Vai que passa a chover eternamente?
Espero a chuva calmamente então
O que fazer num calor tão ardente?
Espero a onda sem lhe dizer não

No ambiente dos loucos nada é certo

Incertamente vivemos num parque
Necessária a válvula de escape
Habita-se aqui a malandragem pura
De quem pode viajar para o nunca

Tantas são as viagens Nesta Espelunca
Que de rir os loucos não param nunca
Nessa nossa eterna vida instigante
O que vale é o pensar delirante


Orgia dos Deuses

Noite de lua cheia
Instinto animal
Na areia da praia
Divino bacanal

Cheios de sede
Corpos pelados
E grudados
Puro deleite

Suspiro aos sete ventos
Homem com homem
Mulher com mulher
Homem com mulher

Línguas ao relento
Seis perdidos amantes sedentos
Soando ao vendaval
Uma orgia infernal


Detalhes

É tudo passageiro
neste universo
Trocam-se artilharias
Mas o alvo sempre é você

Estamos sempre
jogando alguma “poeira”
pra baixo do tapete
Eu confesso
às vezes tenho medo da vida

Andamos sempre
nos olhando no espelho
à procura de imperfeições

Somos ingratos
com o acaso
que traz tantas chances

Nós, seres humanos
nascemos puros
E até o fim da vida
fazemos dívidas

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Tem que ser Agora!

É hora de se escrever uma nova História
É hora de se esquecer daquela velha Estória
A rua pede um novo olhar
É hora de se pensar

A rua cheira à História
O governo de única face
A não quer pela sua glória

Na nossa paralisia
A TV cria
Na nossa paralisia
A TV “te” recria

O Estado continua domar
Você aí na poltrona a continuar
Na revolta que vem
À tona

O Estado continua Estória
E o povo destrói
E o povo constrói
É hora de se escrever uma nova História

É hora de se esquecer daquela velha Estória
Quando Tudo Vira Cinza

Às vezes a sociedade cisma
E joga tudo pro alto
O circo, o palco, o nariz de palhaço!

Almas se expõem
em busca de ideologias
Numa fascista democracia

Os revoltados ficam de luto
Por cada Amarildo
O capitalismo entra em curto

Cada Amarildo, um coctel molotov
Tacado na cara do Sistema
Black blocs, Anarquistas, Comunistas…
Botam a cara,sorriem
E viram as costas pro Capitalismo
O Sistema que pisa diariamente em nossos ideais



Povoado

Não terá nome
Não terá tema
Não terá lema

Em um estado
No fim da tarde
Enorme roda

O ideal em mente
Cidadãos em voga
Povoado à frente

Reluzentes almas
Pessoas mais calmas
Em autossustento
Ninguém ao relento

Toda liberdade
Na avançada cidade
Cidade de sonhos

Um lugar sem nome
Que não terá tema
E nem terá um lema

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

No Capitalismo o artista é um atentado contra o Sistema. Um homem-bomba. Explode a qualquer momento. No lugar errado e na hora certa.