Translate

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Partituras                          
  
DO Lugar que estou
REgo uma pergunta                       
MIna que se explode

FAço-me então
SOL comigo mesmo
LÁ ou aqui tinindo

SIno que é constante

 










(Pedro David)
Noite de Manifestação com Dois Camaradas

E na minha memória vejo flashes
De um dia noite revolucionário
Um rosto ferido à bala de borracha
 ( Me parecia que ainda alojada)
Na memória flashes de correrias
Revejo a mim e mais dois camaradas:
-Calma, sem correr…Não corre ,é pior!
Dizíamos aos outros que corriam
Lembro meus olhos e garganta ardendo
Eu perdido com gás lacrimogênio
Eu tenho flashes do mundo acabando
Lá na Avenida Presidente Vargas
Revolucionários quebrando o que via
Relembro-me conduzindo um parceiro
Que caminhava de costas e filmava
Corajosamente o que se passava
                                   (a mídia jamais viria mostrar)
Vejo-nos cercados em ruazinhas
Pessoas que queriam uma vida
Uma vida digna de se viver
Vislumbro-nos com as mãos para cima
Sinto o gosto daquele chocolate
Que comi naquela barraquinha
Ouço outrora novamente mais tiros
Mais bombas de gás lácrimogênio
Sinto ardendo tudo dentro de mim
Então volto a andar tranquilamente
Continuar de uma nova semente
Mas o nervoso volta novamente
Entro em pânico outra vez com o choque
Corro para o quatrocentos e treze

Talvez por milagre presente esteve

(Pedro David)
Pera lá
                                                         
Somos tão controlados
Por leis
Choques de ordem
Polícia
Vizinhos
Sociedade
Pelo Estado
Que todos vão pra…
Eu quero sair do controle
Que nos é imposto desde o nascimento
Quero sair gritando pela rua
Nú e no meio dos carros
Quero gargalhar às alturas
Num restaurante requintado
Eu quero exagerar todos os meus defeitos e qualidades
Quero expor-me sem que sequer uma criatura
Me rotule

(Pedro David)


























Não Cabe Título

A descrição de viver é incabível
Por ser falível
Por mais que se tente explicar
Um sorriso um olhar um gesto um silêncio
A natureza o tempo  passado presente
Uma eterna certeza incerteza mistério
Sonhar errar acertar
Amar odiar acreditar e desacreditar
O bater do coração a cura da ferida
                                               (E a própria ferida)

Encantamento pela vida
Sabendo que tudo está errado
Alívio do desesperado
Cada segundo cada minuto
Tentando  controlar o controlável
E o incontrolável
Amando olhar para o/a amável
A vida é infinitude
Ela tem fim
      (Talvez)
Mas é infinitude
           (Por mais que pareça complexo)
O indescritível
Todo o indescritível
                               Mas como eu disse…
                                                                 Risque tudo que aqui está escrito
Porque como todos que tentam explicar e falham

Eu falhei

(Pedro David)
Transcendendo?

Neste momento estou na lua
Matando tempo conversando
Com as estrelas aquelas que
Dizem ser eu completamente
Louco pois o ser astronômico
Nada fala estão em profundo
Ingano falamsuspiramsentem

Choram por mais improvável

(Pedro David)
Fumando um Cigarro

E às dez horas da noite
Sou eu
Uma caixa de fósforos recém aberta
Uma dúzia mais ou menos de fósforos queimados dentro
Um cigarro aceso na boca
pedindo para eu parar de escrever
e terminar a longa tragada
Um isqueiro jogado à mesa
um fósforo queimado
com a cabeça e mais 1 mm dele queimado
E novamente a tragada
pedindo para eu parar de escrever
Agora o cigarro apagado
pedindo pra eu parar de escrever e acender
Agora  o pulmão pedindo
pra eu parar a tragada de escrever
Agora eu parando de escrever
Pro cigarro terminar de queimar em paz
Agora o cigarro
Acabou
e eu

Acabei de escrever

(Pedro David)
Tem que ser Agora!

É hora de se escrever uma nova História
A rua pede um novo olhar
É hora de se pensar

A rua cheira à História
O governo de única face
A não quer pela sua glória

Na nossa paralisia
A TV cria
Na nossa paralisia
A TV “te” recria

O Estado continua domar
Você aí na poltrona a continuar
Na revolta que vem
À tona

O Estado continua  Estória
E o povo destrói
E o povo constrói

É  hora de se escrever uma nova História

(Pedro David)

Aventura Alucinante              -Poesia modificada      

Confetes e serpentinas
Palhaço em shows pirotécnicos
Rodando em volta da fogueira

Somos bandidos e loucos
Somos distintos malditos
Somos de instintos mal ditos
Em projetos de malucos

Vivemos num manicômio e
Nunca paramos um se
Nem um segundo se quer

Naquele arco-íris que desce
Que pela rosa descendo
Sai por uma nova rosa
Não paramos em uma cor

Tudo isso por um motivo
Que não é destino vontade
Nem de Deus nem do Diabo
Também não se chama acaso
A graça à vida é a morte

(Pedro David)