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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Reflexões

Vai que passa a chover eternamente?
Espero a chuva calmamente então
O que fazer num calor tão ardente?
Espero a onda sem lhe dizer não

No ambiente dos loucos nada é certo

Incertamente vivemos num parque
Necessária a válvula de escape
Habita-se aqui a malandragem pura
De quem pode viajar para o nunca

Tantas são as viagens Nesta Espelunca
Que de rir os loucos não param nunca
Nessa nossa eterna vida instigante
O que vale é o pensar delirante


Orgia dos Deuses

Noite de lua cheia
Instinto animal
Na areia da praia
Divino bacanal

Cheios de sede
Corpos pelados
E grudados
Puro deleite

Suspiro aos sete ventos
Homem com homem
Mulher com mulher
Homem com mulher

Línguas ao relento
Seis perdidos amantes sedentos
Soando ao vendaval
Uma orgia infernal


Detalhes

É tudo passageiro
neste universo
Trocam-se artilharias
Mas o alvo sempre é você

Estamos sempre
jogando alguma “poeira”
pra baixo do tapete
Eu confesso
às vezes tenho medo da vida

Andamos sempre
nos olhando no espelho
à procura de imperfeições

Somos ingratos
com o acaso
que traz tantas chances

Nós, seres humanos
nascemos puros
E até o fim da vida
fazemos dívidas